Big Brother And The Holding Company - Cheap Thrills [1968]


Big Brother And The Holding Company - Cheap Thrills [1968]

Banda: Americana
Produtor: John Simon
Formação da Banda: Janis Joplin - Sam Andrew - James Gurley - Peter Albin - Chuck Jones
Posição na Billboard:

60’s Hotel: Cheap Thrills deveria se chamar Expensive Thrills, tamanha sua preciosidade. O último disco de Janis Joplin com a Holding Company é espetacular, da primeira à última faixa. Os gritos, uivos e tudo o mais proporcionado por Janis é de arrepiar em faixas como Turtle Blues e Ball And Chain.
O hit supremo Piece Of My Heart nem precisava ser citado, já que é obrigatório em qualquer coletânea sobre as grandes músicas de todos os tempos. A simbiose de Joplin e banda, a esta altura infelizmente não era mais a melhor possível, ao contrário do que se apresenta no disco. Em dezembro de 68 a cantora já deixaria o grupo para um vôo solo que, embora a consolidasse no topo, talvez nunca mais alcançasse o vigor e a agressividade deste álbum, lançado em agosto do mesmo ano.

A capa, desenhada pelo mito Robert Crumb, é um espetáculo à parte e retrata o potencial da banda em desafiar a grande obra da pop art da época, ainda o Sgt. Peppers. E foi uma exigência de Joplin para a capa. Joplin era grande fã de Robert Crumb e quadrinhos undergrounds da época.

Ainda flutuando no boom de sua apresentação do Monterrey Pop Festival e com a qualidade da banda, que fez uma das maiores releituras da história do rock em Summertime, sucesso de todos os tempos do JAZZ, não seria impossível tornarem-se um dos maiores grupos do fim dos anos 60. Mas não há nada verdadeiro e concreto nos anos 60. O que há de concreto é Cheap Thrills, o magnífico álbum da voz mais emocionalmente desesperada da era de ouro do rock.


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The Who - My Generation [1965]


The Who - My Generation [1965]

Banda: Inglesa
]Produtor: Shel Talmy
Formação da Banda: Pete Townshend - Roger Daltrey - John Entwistle - Keith Moon
Posição na Billboard: #74° posição

60’s Hotel: O disco de estréia do The Who é muito mais mítico que real. Por ter o nome da extraordinária canção My Generation e por pretensamente expressar a voz de sua geração, ele é envolto numa névoa de genialidade muito maior do que é realmente palpável. Ele é composto de algumas boas canções como a já citada, além de outro clássico, The Kids Are Alright, e ainda The Good's Gone e I Don't Mind. Mas não vai muito além disso. Não é o Who sofisticado, destruidor, furioso e tudo o mais que sempre ouvimos falar. É uma banda inglesa com seu 60's pop rock, acima de tudo.

Neste disco eles não conseguiram canalizar precisamente toda a energia que os tornariam lendas do rock. É um disco de estréia bom, sem dúvidas. Mas é um pouco menor do que eles viriam a ser depois.

O album não foi tão bem recepcionado nos Estados Unidos como na Europa e Oceania, em vários países da Europa 'My Generation' foi top 10, enquanto na Billboard alcançou apenas a 74° posição, não é muito difícil de explicar, quando você conhece melhor o cenário do Rock na época. De 65 a 69 as bandas que não iniciaram a psicodelia em meados de 65, e não chegaram com força no Flower Power do fim dos anos 60 em plena Woodstock, por mais que atingissem expressão não alcançaram boas posições na Billboard americana. Ou se enquadrava ou não teria boas marcas nas paradas americanas, coisa que não correspondia igualmente no Reino Unido e resto da Europa.


My Generation é e foi o embrião declarado do Punk Rock, como Kinks em seu primeiro álbum, Stooges e Iggy Pop com seu álbum de poucos acordes e outros mais.


É fácil se imaginar em uma festa MOD em Londres com várias Lambretas estacionadas na calçada e curtindo faixa a faixa deste disco sensacional, é a perfeita visão e divisor de uma geração. 'My Generation' foi produzido em 220 volts, feito pra queimar e eletrificar quem o ouve.


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The Bobby Fuller Four - I Fought The Law [1966]


The Bobby Fuller Four - I Fought The Law [1966]

Banda: Americana
Formação da Banda: Bobby Fuller, Randy Fuller, James Reese e Dalton Powell
Produtor: Bob Keane
Posição na Billboard: #4º Posição

60’s Hotel: Gaston Robert Fuller, nascido em Baytown, Texas. Durante a juventude, agora mais conhecido como Bobby, e seu irmão Randy chegaram a excursionar com a Yucca Records - Tipo aquele lance que foi ilustrado no filme Wonders, turnês com vários artistas que estão nas paradas - Ainda no Texas Bobby construiu um estúdio primitivo para aprimorar suas habilidades como produtor musical.


Em 1964 Bobby mudou-se para Los Angeles com sua The Bobby Fuller Four, e em seguida foram descobertos por um produtor, e assinaram contrato com a Mustang Records. Bob Kane era o nome deste produtor, é ele, você não conhece??? Vou dizer quem é – Mr. Bob foi responsável por descobrir Ritchie Valens, é o próprio, sucesso com La bamba e outros hits relâmpagos.

Bob Keane também descobriu e produziu, além do Bobby Fuller Four, várias bandas de surf music. As gravações do Bobby Fuller Four revelam a influência de Eddie Cochran, The Beatles, Elvis Presley, Little Richard. Seu primeiro Top 40 hit foi "Let Her Dance", escrito por Bobby Fuller. O seu segundo hit, "I Fought a Law", hit # 4 na Billboard. Foi escrita por Sonny Curtis, um antigo membro do grupo do Buddy Holly and the Crickets.
"I Fought a Law", também faria sucesso mais tarde no cenário do Punk Rock com o The Clash, com uma versão esmagadora. Muito à altura da Bobby Fuller Four garage band americana power que foi.

O disco postado é seu primeiro álbum, pois infelizmente Bobby Fuller morreu em 1966 em Los Angeles, na Califórnia, por asfixia ao aspirar vapor de gasolina. A polícia considerou a morte um aparente suicídio, embora muitos ainda acreditem que Bobby tenha sido assassinado. Ele foi encontrado dentro de seu carro, com vários ferimentos pelo corpo e coberto de gasolina, levantando a hipótese de que os prováveis autores do crime tiveram de fugir antes de poder incendiar o veículo. Ao estilo Ritche Valens – Sucesso seguido de morte. 



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Cream - Fresh Cream [1966]


Cream - Fresh Cream [1966]

Banda: Inglesa
Produtor: Robert Stigwood
Formação da Banda: Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker
Billboard: #39º Posição

60's Hotel: Foi o primeiro lançamento do produtor Robert Stigwood em seu novo selo independente Reaction Records. E o primeiro album do Cream, Power Trio Ingles, responsáveis por inovar e se transformarem grande influência no genero progressive rock, e em seu tempo psychedelic rock - Fresh Cream chuta de sola a porta de entrada e transforma toda atmosfera do que estava sendo feito do rock na época... 

Muitos críticos e pesquisadores tem o Cream como a banda responsável por iniciar os gêneros Acid Rock e Hard Rock também. Verdade é que o Cream com as mentes brilhantes que tinha na banda, mesmo sendo apenas um power trio, viriam com certeza formatar algo nos anos 60 como várias bandas da segunda metade da década.

É difícil dar uma impressão do disco sem passar palavras de fã - Vou tentar - Fresh Cream é isso, é dar play em várias bandas que você gosta dos anos 60 em power trio, os vocais afinadíssimos de Bruce percorrendo a onda de todas faixas, Eric Clapton e sua slow hand também em músicas mais blues outras na pegada do Yardbirds como 'I Feel Free' por exemplo e Baker e sua batera nervosa marcando todas músicas como ninguém fazia na época (sou fã do Keith Moon, porém Ginger baker era foda também) esse foi o verdadeiro ponta pé do Cream nos anos 60, todo o frescor como no nome para uma época.

Fresh Cream chegou a número 6 no Reino Unido em Fevereiro de 1967 e - finalmente - o número 39, em agosto nos Estados Unidos em 1968. A versão britânica omitiu a canção "I Feel Free", na versão Americana continha, apesar de acabarem excluindo "Spoonful". Em um CD re-lançado de 2000 foram preservadas as duas canções do álbum da ordem. Em 2003, o álbum foi classificado número 101 em Rolling Stone da revista da lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos.


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Them - Angry young Them [1965]


Them - Angry young Them [1965]

Banda: Irlandesa
Produtor: Bert Berns, Dick Rowe
Formação da Banda: Van Morrison, Billy Harrison , Eric Wrixon, Alan Henderson e Ronnie Millings
Posição na Billboard: #54º posição

60's Hotel: Este é o primeiro album desta banda que é uma das minhas favoritas dessa época, a pequena curiosidade que envolve o nome da banda - Them, como o Big Brother the Holding Company, que nada mais foi a banda de onde saiu a Janis Joplin - o nome Them acabou se dissolvendo para o público por ter saído a estrela Van Morrisson, coisas do mercado fonográfico, "assim fará mais sucesso" ou "largue eles que lhe arrumo um ótimo contrato". Que na minha opinião junto de Joe Cocker, Mick Jagger e Jim Morrisson foram os maiores interpretes da época sem sombras de dúvidas... 

Voltemos ao Them – Bert Berns e Dick Rowe dividiram a produção deste album, gravado pela Decca Records Them é lançado em junho de 1965 e teve seu nome mudado para The "Angry" Young Them. As suas 14 faixas mostram um grupo feroz, tocando um Rock e R&B básico, muito bem executado e trazendo clássicos como “Gloria”, além de “Mystic Eyes” e “Bright Lights, Big City”, de Jimmy Reed, entre outras canções. Que até hoje são simbolos do rock.
O disco teve ótima recepção por parte de crítica e público, alcançando o primeiro lugar na Irlanda, o oitavo posto na Inglaterra e a 54ª posição na Billboard. Em seguida sai um novo compacto, One More Time / How Long Baby. Mas, apesar do sucesso, o grupo dava claros sinais de que não duraria muito tempo. Brigas e contratempos entre os vários integrantes e substitutos da banda, produtor que sobre carregava a banda com apresentações, cobrança da gravadora com composições e gravações novas para que fosse gerado mais lucro. Enfim, em volta deste furacão, pairava o talento de toda banda e do selvagem Van Morrisson.

O que posso dizer depois deste resumo sobre Them, o "Angry " young Them, só por "Gloria", esse baita clássico do rock, já vale apena escutar essa banda fabulosa.




 
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Paul Revere And The Raiders - Midnight Ride [1966]


Paul Revere And The Raiders - Midnight Ride [1966]

Banda: Americana

Produtor: Terry Melcher
Formação da Banda: Mark Lindsay - Drake Levin - Phil Volk - Mike Smith - Paul Revere
Posição na Billboard:
# 4° posição

60's Hotel: Aqui está mais uma banda americana da turma da Garage Rock. Banda que marcou época e mostrava força e nadava contra a onda britânica.

Não que eles sejam melhores que Beatles, Stones, Who, Byrds, Beach Boys, Doors, não. Mas eles conseguiram reunir influências de cada grande disco no seu som. A energia do Who, a agressividade dos Animals, a harmonia dos Beatles, os hits dos Stones, enfim, eles conseguiram demonstrar em Midnight Ride que uma banda americana poderia fazer o rock desejado sem participar da "invasão britânica". 


'Kicks', o hino anti-drogas (não da pra acreditar mas existiu...) e 'I'm Not Your Stepping Stone' (posteriormente regravada pelos Sex Pistols) são canções que muitas das bandas citadas gostariam de ter como seus singles, tamanha a qualidade. 'Louie Go Home' e 'Melody For An Unknown Girl' também são muito boas, no fim das contas fica até difícil falar alguma ruim. 'All I Really Need Is You' poderia muito bem ter sido o hino dos anos 60. Mas não foi.

Paul Revere and The Raiders nunca foi uma banda adorada, apesar de venderem bem seus discos nos Estados Unidos e atingirem algum status no mainstream americano. Por mexer com o nome de um mártir da independência americana (Nota*), Paul Revere (Nome do organista líder da banda) e, além disso, se vestirem como soldados de época e fazerem peripécias no palco, nunca foram vistos com muita confiança e bons olhos, diferente dos queridinhos Beatles e outros nomes da América como os Beach Boys por exemplo.

                  Foto. Paul Revere and The Raiders.

Talvez esse seja um dos motivos do nome da banda de Paul Revere não ser lembrada como merecido. Mas deixou em Midnight Ride, assim como o primeiro Paul Revere, uma lembrança importante para a independência musical americana.
 


Nota* Paul Revere foi um dos patriotas da guerra da independência dos Estados Unidos, e suas "corridas noturnas" são consideradas um símbolo de patriotismo. Além de mensageiro de batalha, colaborou na organização da rede de inteligência para controlar os movimentos das forças britânicas. 
 
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The Stooges - The Stooges [1969]


The Stooges - The Stooges [1969]

Banda: Americana
Produtor: John Cale, Jac Holzman, Don Galluci e Iggy Pop
Formação da Banda: Iggy Pop – Dave Alexander – Ron Asheton – Scott Asheton
Posição na Billboard: Não encontrado

60's Hotel: Stooges é uma banda estranha de se comentar. Ou melhor, nem tanto: ela sim é que pode ser chamada de aborto elétrico. Eram tão indiferentes no palco quanto o público que ia assisti-los, tanto que eles transformaram suas primeiras apresentações em happenings políticos e humoristicamente incorretos, atingindo a quintessência da bizarrice em seus momentos de exibicionismo, mergulhos suicidas no meio do público e excêntricos rituais de auto-flagelação - da parte do Mr. Iggy. Foram descobertos por um executivo da Elektra Records, Denny Fields, que foi à Detroit atrás do MC5 e, depois de ser contagiado pela performmance deles, acabou convidando a turma de Iggy Pop para gravar um disco pelo selo.

O primeiro problema: para um álbum, eles tinham, apenas cinco músicas - que, por sinal, era todo o repertório da banda.

O segundo: ter que compor mais quatro. Iggy tentou em vão convencer o produtor, John Cale (sim, ele mesmo)parceiro de Lou Reed nos melhores discos da Velvet Underground, a gravar os temas, o verdadeiro suprassumo em termos de rock barulhento, garageiro e elementar (I Wanna Be Your Dog e seus quatro acordes) da melhor (pior?) espécie - no viria ser a maior característica Punk Rocker - com a mesma performance ao vivo, mas foram prontamente rechaçados. Sem saída, em tempo recorde eles compuseram, ensaiaram e gravaram "Real Cool Time", "Not Right" e "Little Doll". Cale mixou o disco, e a gravadora não gostou nada do resultado. Sobrou para Iggy, junto com o dono do selo, Jac Holzman, salvar aquele maldito feto abjeto, fedorento e ranhento e lançá-lo. Resultado: o disco passou batido. Assim como aconteceria com o seu sucessor, Fun House. Pois deu no que deu. Na época, ninguém ouviu, ninguém comentou; passou literalmente batido. Ou seja, era um aborto que tinha tudo para não dar certo, certo? Errado. Só uns quatro anos depois é que alguém ia parar para ouvir petardos como “No Fun”, “Ann” e a super-ultra-cool “Not Right”. Mas o tempo cuidou de desfazer tamanha injustiça. Como todos sabem, anos depois eles seriam considerados os criadores do punk avant le lettre. Os wah wahs stoogianos mostravam que o moribundo e puído flower power já estava com dias contados (a pá de cal seria em Altamont), só não viu quem não quis. Azar dos puristas: a verdade é que os Stogges estavam certos o tempo todo, e pra quem escuta este disco hoje em dia pode dizer que, claro são músicas simples de poucos acordes muitas distorções, performances pra lá de malucas, mas não podemos esquecer que estamos falando de 1969 ano em que bandas atravessavam todo virtuosismo e loucura da psicodelia, e o Super Stooges, claro junto de outras bandas na minha opinião, estava projetando algo que quase dez anos depois tomaria conta e seria a primordial transformação e revolução cultural e musical da história - O Punk.



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Les Fleur de Lys - Reflections [1965/1969]


Les Fleur de Lys - Reflections [1965/1969]

Banda: Inglesa
Produtor: Jimmy page
Formação da Banda: Frank Smith, Gary Churchill, Alex Chamberlain, Keith Guster, Pete Sears
Posição na Billboard: #Não encontrado

60's Hotel:  Com um som agressivo marcante e bem pulsante o Les Fleur De Lys representa bem o rock da rainha...

Um dos grandes álbuns do final dos anos 60, infelizmente pouco conhecido. Traz gravações de todo o curto período de existência desta obscura banda inglesa, entre os anos de 1965 e 1969, tendo sido editado em 1996. O grupo nunca alcançou um grande sucesso e as constantes mudanças na formação dificulta o rastreamento de sua trajetória. O único membro constante foi o baterista Keith Guster. Alguns músicos depois ficaram famosos ao tocar em bandas como Journey e Jefferson Starship, como o tecladista Pete Sears, e King Crimson, como o baixista Gordon Haskell.

O estilo inicial da Fleur de Lys, mod-psicodélico, mais tarde ficou conhecido como "freakbeat", com uma forte influência da soul music. Alguns singles chegaram a ser produzidos por Jimmy Page, do Led Zeppelin, e há controvérsias sobre se ele tocou ou não guitarra nessas faixas. A faixa instrumental de número 19 é dele. Jimmy compondo em seu melhor estilo Chuck Berry mais apurado.

Este disco abre com um cover do The Who, "Circles", exibindo muitas guitarras distorcidas, característica que marcou a banda. A cantora africana Sharon Tandy, que em determinado momento se juntou à banda, manda ver em "Daughter of the Sun" e "Hold On". Ao todo são 24 faixas - sendo 14 gravadas sob o nome Les Fleus de Lys e o restante registradas sob os nomes Rupert's People, Chocolate Frog e Shyster. Outras foram gravadas individualmente por Sharon Tandy, John Bromley e Waygood Ellis. Quase todas trazem toques interessantes de psicodelia, soul e harmonias leves. Enquanto que "Gong with the Luminous Nose" é extremamente psicodélica, "Sugar Love" é extremamente melódica.

Sharon Tandy mais tarde manteria sua carreira solo, e se tornaria a primeira mulher branca a assinar com a Stax Records. Jimmy Paige produziu seu primeiro disco e c-produziu seu segundo disco com Glyn Johns. 

Le Fleur de Lys eram gerenciados pela Atlantic Records, que era responsável por descobrir Sharon Tandy.


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The Doors - The Soft Parade [1969]



The Doors - The Soft Parade [1969]

Banda: Americana
Produtor: Paul A. Rothchild
Formação da Banda: Jim Morrison, Robby Krieger, Ray Manzarek e John Densmore
Posição na Billboard: # 3°posição

60’s Hotel: Gravado no período de outubro de 68 a abril de 69, The Soft Parade é o 4º album lançado pelos "DOORS" em julho de 1969. Esse disco marca um pouco o individualismo da banda, enquanto Jim Morrison estava produzindo e preocupado com a publicação de livros de poemas escritos por ele. A presença forte de Robby Krieger simbolisa o disco, um pouco mais da metade das musicas do disco são dele, e uma unica em parceria com Jim Morrisson, diferente dos outros discos. 

O album apresenta muito uma mudança drástica em relação a sonoridade em relação aos albuns anteriores, contando com arranjos de metais e cordas, o que foi mal recepcionado pelo fãs, que esperavam mais do The Doors sujo e letras marcantes de Morrison, e conquistando péssimas críticas o que depois abandonariam nos discos seguintes da banda, voltando ao rock/blues mais simples em "Morrisson Hotel" e "LA Woman".

O Doors soa mais como um disco perdido de whiskeys Bar, ou um sarau de poemas insano rodeado de rock in roll, do que um simples álbum cheio de lirismo como o The Soft Parade, mas também vale a intenção de mudanças e variações dentro de sua própria arte.

Soa como o amadurecimento dos integrantes dentro de suas próprias sonoridades muito além do que a crítica que sempre os massacraram dizia sobre eles, como sombras e caras que apenas acompanhavam Jim Morrison. 

É louvável pensar que uma banda que lançou seu primeiro album em 1967, album super denso com músicas marcantes, ícones do rock, dois anos depois em seu quarto disco estaria se reinventando tanto com Soft Parede. O álbum é incrível como toda obra do The Amazing Doors.



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Donovan - Sunshine Superman [1966]

Donovan - Sunshine Superman [1966]

Banda: Inglêsa
Produtor:Mickie Most
Formação da Banda: Donovan, Jimmy Page, Eric Ford, John Cameron, Pico Hatley, Bobby Orr, Tony Carr e John Paul Jones.
Posição na Billboard: # 1°Posição

60's Hotel: Donovan Philips Leitch (normalmente chamado apenas de Donovan) (nascido em 10 de maio de 1946) é um músico britânico. Emergente do cenário folk inglês, Donovan ficou famoso depois de uma série de apresentações em programas de TV. Seu sucesso inicialmente ficou restrito ao Reino Unido, mas depois de assinar com a Epic Records americana e juntar forças com o produtor Mickie Most, ele desenvolveu um estilo eclético e bem-sucedido, que incorporava folk, jazz, pop, psicodelismo e world music.

Donovan rapidamente tornou-se um dos mais famosos e populares artistas britânicos de sua época, produzindo uma série de sucessos entre 1966 e 1970. Ele também tornou-se amigo próximo dos Beatles, sendo um dos poucos a colaborar em suas músicas. A fama de Donovan começou a se esvair depois que ele separou de Most em 1969, e, embora ele tenha continuado a tocar durante os anos 70 e 80, seu estilo musical calmo e sua imagem hippie passaram a ser severamente atacados pela crítica, principalmente depois do surgimento do punk rock.

Sunshine Superman e considerado junto de Revolver (The Beatles), as faixas iniciais da cultura Psicodélica, com seu estilo calmo abriu gêneros como Psych Folk, Psychedelic Pop e por foi...(Rótulos). Já que gostam tanto de rótulos!!! Digo que Donovan mais foi o Dylan britânico com o timbre de voz mais grave. Brincadeiras a parte, Sunshine Superman tem uma atmosfera alucinógena saído de um densa visão de um caleidoscópio. Destaque para ótimo produção, os grandes músicos que participarão e a engenharia de som é perfeita, fato que nem todos discos da época não contavam com engenheiros de som tão competentes.

Sunshine Superman começou a ser produzido em dezembro 1965 e foi lançado no dia primeiro de julho de 1966, pela EMI London, tendo ótima recepção de críticas e vendas.




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