BLOW-UP 'Depois Daquele Beijo' [1966]


Blow-Up (pt: Blow-Up - História de um Fotógrafo / br: Blow-Up - Depois Daquele Beijo) é um filme ítalo-britânico de 1966. Foi o primeiro filme em língua inglesa do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, e conta a história do envolvimento acidental de um fotógrafo com um crime de morte, baseado num pequeno conto de Julio Cortázar, Las Babas del Diablo, publicado em 1959, e na vida do famoso fotógrafo da época da Swinging London, o britânico David Bailey.

Blow-Up, que conquistou o Grand Prix do Festival de Cinema de Cannes, foi escrito por Antonioni e Tonino Guerra e traz no elenco David Hemmings,Vanessa Redgrave, Sarah Miles, Jane Birkin - nas primeiras cenas de nu frontal em filme britânico dirigido ao grande público - e a modelo Veruschka, que interpreta a si própria e tem uma cena então considerada como o "mais sexy momento cinematográfico da história", pela revista especializadaPremiere.

O filme foi produzido por Carlo Ponti e em sua trilha sonora traz o jazz de Herbie Hancock e o rock dos Yardbirds.
 Yardbirds - music 'Stroll On'

Sinopse da Obra de Antonioni:
O filme gira em torno de um fotógrafo de moda londrino chamado Thomas (Hemmings), que numa manhã, após passar a noite fazendo fotografias para um livro de arte numa casa de cômodos, volta para o estúdio atrasado para uma sessão de fotos com a supermodelo Veruschka (em seu próprio papel), passa por um parque da cidade e fotografa um casal brigando. A mulher das fotos, Jane (Redgrave), furiosa de ser fotografada, o segue até seu estúdio e exige os negativos de Thomas, que lhe devolve um filme virgem. Curioso com a atitude, ao fazer seguidas ampliações (blowups) de suas fotos no local, apesar da grande granulação provocada nas imagens em preto e branco, descobre o que acredita ser um corpo e uma mão apontando uma arma entre os arbustos do parque.

Ao cair da noite, ele volta ao parque e descobre um corpo no meio da mata, mas sem a câmara, não pode fotografá-lo e assustado com o barulho de um galho sendo pisado, deixa o local e encontra seu estúdio revirado e suas fotos roubadas, à exceção de uma grande ampliação na câmara de revelação que mostra o corpo tombado nos arbustos. Ao retornar no dia seguinte ao parque, depois de frequentar a noite londrina, ele vê que o corpo desapareceu e acaba por não ter certeza do que realmente viu.

De volta ao estúdio, caminhando pelo parque, assiste numa quadra duas pessoas jogando tênis por mímica, sem bolas nem raquetes. Participando da cena, quando devolve a bola imaginária que lhe é lançada por um dos jogadores, ouve o som da bola tocando o chão.

Blow-Up teve um custo de 1,8 milhão de dólares e um faturamento mundial de 20 milhões (cerca de 120 milhões hoje). Seu sucesso comercial ajudou a libertar Hollywood de sua "lascívia puritana"

Alguns artistas já conhecidos em 1966 aparecem no filme, outros se tornariam celebridades depois dele. The Yardbirds, a primeira banda conhecida de Jimmy Page e Jeff Beck, faz uma apresentação num clube londrino e Antonioni pediu a Beck que refizesse a cena de Pete Townshend, do The Who, destruindo suas guitarras e amplificadores no palco, ato pelo qual o cineasta era fascinado. Veruschka, modelo já famosa na Europa, que interpreta a si mesmo, depois do filme se tornaria uma celebridade em todo mundo. Michael Palin, comediante britânico que aparece numa das festas, alguns anos depois ficaria internacionalmente famoso como um dos criadores do grupo Monty Phyton.

60's Hotel: Um filme que é celebrado até os dias de hoje, sei que pelo menos em sampa rola algumas festas tématicas a caráter e tudo... Sobre o filme; Blow-up realizou tudo que tinha pra realizar dentro de uma película, cenas sexys (marcos e visões da época) arte, cultura, música o lúdico... Resumir em palavras é muita ousadia. Sou fã desta época, gastaria muitas palavras para retratar Blow-up , como ouvi por aí um dia desses, "Nem todas imagens devem ser fotografadas por uma camera, algumas devemos guardar apenas na mente..."


Nenhum super efeito visual vai vencer a genialidade de Antonioni e sua cena final... Esse filme é simplesmente isso!!!

grand finale de Antonioni


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Os Mutantes - Os Mutantes [1968]


Os Mutantes - Os mutantes [1968]

Banda: Brasileira (São Paulo)
Produtor: Manoel Barenbein
Formação da Banda: Arnaldo Baptista, Rita Lee, Sérgio Dias
Posição na Billboard: Seria top 5 pelo menos com metade do disco, se os americanos tivessem tido a experiencia na época.

60's Hotel: Em 1964, os irmãos Arnaldo Baptista e Cláudio César Dias Baptista, juntamente com Raphael Vilardi e Roberto Loyola, fundaram o grupo The Wooden Faces. Um ano depois, conheceram e convidaram Rita Lee - então no Teenage Singers - a integrar a banda. Ainda entraria no grupo Sérgio, o caçula na família Baptista. A nova banda passou a se chamar Six Sided Rockers, depois O Conjunto e O´Seis.

Em 1966, eles gravaram compacto simples pela Continental com as composições "Suicida" (de Raphael e Roberto) e "Apocalipse" (de Raphael e Rita), que vendeu menos de 200 cópias. Ainda naquele ano, Cláudio César, Raphael e Roberto deixariam o grupo. Arnaldo, Rita e Sérgio mantiveram o grupo, que foi rebatizado com o nome definitivo de Os Mutantes - por sugestão de Ronnie Von, que, naquela ocasião, lia "O Império dos Mutantes", (ficção científica de Stefan Wul). Von, uma das estrelas da Jovem Guarda, comandava então o programa dominical "O Pequeno Mundo de Ronnie Von", transmitido pela TV Record, e não havia gostado do nome anterior. Em 15 de outubro de 1966, Os Mutantes estrearam no programa. Impressionaram tanto que o grupo foi convidado a fazer parte do elenco fixo do programa. Eles também participaram das gravações do LP "Ronnie Von - nº 3".
Em 1968, o trio assinou um contrato com a Polydor, graças a uma indicação do produtor Manoel Barenbein. Assim, foi lançando Os Mutantes, primeiro disco da banda. Com arranjos de Duprat e participação especial de Jorge Ben, o LP foi bastante inovador e experimental, além de muito influenciado pelo trabalho dos Beatles. Algumas das faixas que se destacaram são "Senhor F..." (que contou com participação da mãe dos irmãos Baptista, que tocou piano), "Panis et Circenses" (canção composta por Caetano Veloso e Gilberto Gil especialmente para os Mutantes) e "Trem Fantasma" (parceria entre os Mutantes e Caetano Veloso, que foi composta na casa do produtor Guilherme Araújo).
Uma das principais bandas brasileiras e uma das poucas que eu já li e vi bandas internacionais assumirem respeitável influencia em seus trabalhos... Na minha opinião Mutantes estava além no que se tratava produção musical, super arranjos e idéias de como abordar os temas, e cheios de caracteríticas que os tornaram únicos e muito importantes para imagem do rock nacional e internacional.



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Small Faces - Small Faces [1966]

Small Faces - Small Faces [1966]

Banda: Inglesa
Produtor: Ian Samwell
Formação da Banda: Steve Marriott, Ronnie Lane, Kenney Jones, Ian McLagan, Jimmy Winston
Posição na Billboard: #3rd

60’s Hotel: Com seu debut homogeneo Small Faces ficaram por semanas nas paradas do reino unido, esse seu primeiro album marca bastante o equilíbrio do som desta banda que tambem fez parte da British Invasion, com a pega mais forte como todas as bandas que se estabeleciam em Londres o Small Faces estampa com toda força seu nome como uma banda super influente para o Rock que viria se formar durante os anos. Super enfluenciados por rhythm and blues, mod e coisas do gênero e da época... Este debut do Small Faces foi lançado e muito bem aclamado pela crítica e público em fevereiro de 66 pela Decca. Já se sente a energia forte do disco logo na primeira faixa "Shake" de Sam Cooke enterpretada por eles, enfim um ótimo disco desta banda inglesa, na sequência postarei mais sobre a banda e seus albuns.

Jimmy Winston foi convidado a sair depois de "segundo single da banda I've Got Mine", lançado em 5 de novembro de 1965, não conseguiu fazer as paradas. Ele ainda aparece em muitas faixas deste álbum, incluindo as contribuições conjuntas para escrever "It's Too Late" e fornecendo teclados e vocais em várias faixas. O substituto de Winston, Ian McLagan , aparece na capa do álbum e toca em várias faixas também.

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The Beatles - Please Please Me [1963]


The Beatles - Please Please Me [1963]

Banda: Mother England "God save the queen"
Produtor: George Martin
Formação da Banda: John Lennon - Paul McCartney - George Harrison - Ringo Starr
Posição na Billboard: #1º Posição


Roquen Roll 60's Hotel: Esse post será como uma pequena novela contada em passos, levando em conta que este é o debut dos FabFour Beatles... Fica meio foda ser breve e contar algumas coisas e pincelar este deste disco superficialmente.

Primeiro passo, a gravação:

Os Beatles já haviam gravado quatro canções anteriormente que fizeram parte de dois singles. O primeiro single com "Love Me Do"/"P.S. I Love You" gravado em 11 de setembro e o segundo com "Please Please Me"/"Ask Me Why" gravado em 26 de novembro; ambos em 1962. O álbum contém 14 canções, na sua época de lançamento em 1963, geralmente um álbum tinha 7 canções de cada lado. Foram necessárias mais dez canções para completar as quatro já gravadas e lançadas em single anteriormente pelos Beatles. Assim no dia 11 de fevereiro de 1963, os Beatles e o produtor George Martin começaram os trabalhos no Abbey Road Studios. As gravações do álbum soam como se fosse quase um trabalho ao vivo, já que tudo foi gravado no mesmo dia. Foi necessário apenas 585 minutos, ou seja, 9 horas e 45 minutos. Com apenas três sessões naquele dia, cada uma com aproximadamente 3 horas de duração, eles produziram uma autêntica representação da band no Cavern Club. O dia de gravação terminou com o cover de "Twist and Shout", que foi a última a ser gravada. A canção "Hold Me Tight" também foi gravada durante a sessão mas só foi usada no álbum posterior, em uma nova gravação do dia 12 de setembro de 1963. O dia inteiro de gravação custou por volta de £400. George Martin disse: "Não foi uma grande quantia para a Parlophone. Eu trabalhava com um orçamento anual de £55,000.".
Please Please Me foi gravada em dois canais, com a maior parte dos instrumentos em um canal e os vocais em outro.

Second Pass, os lançamentos:

O álbum foi lançado no Reino Unido com o nome de Please Please Me em versão mono no dia 22 de março de 1963 e em versão estéreo em 26 de abril do mesmo ano. Como era comum na época cada país podia elaborar seus próprios álbuns com nome, capas e selecão
de canções particular. Assim sendo, a Vee-Jay records lançou noos Estados Unidos a versão do álbum inglês com o nome de Introducing the Beatles no dia 22 de julho de 1963. Este álbum continha as mesmas canções do álbum inglês mas uma capa diferente.
No Brasil, a canção "I Saw Her Standing There" saiu no álbum Beatlemania de 1964 e "Please Please Me", "Boys", "Twist and Shout", "Baby It's You" e "Do You Want To Know A Secret" no álbum The Beatles Again. "A Taste Of Honey" e "There's A Place" foram
lançadas em EP em 1964 junto com "Twist And Shout" e "Do You Want To Know A Secret". E "Love Me Do" em outro EP no mesmo ano.
Em 1976, a discografia mundial foi unificada e os LPs passaram a ter a mesma capa, mesma seleção de canções e mesmo nome. A versão do CD foi lançada em 26 de fevereiro de 1987.

Passo number 3, canções escolhidas para o album:

As Covers - Canções compostas e lançadas inicialmente por outros interprétes, os covers, foram escolhidos por George Martin e pelos Beatles. Foram escolhidas duas cançoes anteiormente interpetadas pelo grupo vocal feminino The Shirelles: "Baby It's You" e "Boys". Do cantor e compositor Arthur Alexander foi escolhida "Anna (Go to Him)". Outros importantes nomes do rock também fizeram cover de Alexander como por exemplo os Rolling Stones e Humble Pie. Os Beatles também gravaram a canção "Soldier of Love" de Alexander mas ela só foi lançada no álbum Live at the BBC. O maior sucesso entre os covers foi a canção "Twist and Shout". Em 1986 voltou as paradas de sucesso ao ser usada na trilha sonora do filme Ferris Bueller's Day Off (no Brasil, chamado de Curtindo a Vida Adoidado)

Composições de Lennon/McCartney - "Love Me Do" foi a primeira canção lançada oficialmente pelos Beatles em 1962. A canção utilizou três bateristas diferentes, no single saiu a versão com Ringo Starr na bateria, no álbum Please Please Me a versão de Andy White na bateria e a de Pete Best só foi lançada no Anthology 1. A canção atingiu o décimo sétimo lugar nas paradas de sucesso inglesa. E só atingiria o primeiro lugar nos Estados Unidos em 1964. "P.S. I Love You" foi lançada como lado B do compacto de "Love Me Do". "Please Please Me" foi a primeira canção dos Beatles a atingir o primeiro lugar nas paradas de sucesso inglesa. Inspirado em Roy Orbison e na canção de Bing Crosby, "Please" de 1932, John Lennon é o principal compositor da canção. "Ask Me Why" era o lado B do single que trazia a canção "Please Please Me", para escreve-la, John se inspirou em Smokey Robinson, um dos seus cantores prediletos. "I Saw Her Standing There", canção que abre o álbum traz Paul nos vocais e um solo de guitarra de George claramente influênciado pelos solos do guitarrista Chuck Berry. "Do You Want To Know A Secret?", escrita por John e cantada por George Harrison, atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso inglesa quando foi regravada pelo grupo Billy J. Kramer & The Dakotas e foi a primeira canção dos Beatles a atingir sucesso com outro intérprete. A canção "Misery" escrita por John e oferecida a cantora inglesa Helen Shapiro, cujo empresário recusou-a.

O último e derradero, curiosidades sobre a capa (as imagens sempre geram alguma lenda, é inevitável):

George Martin, que tinha encanto pelo Zoológico de Londres, pensou que seria uma boa publicidade para o mesmo se os Beatles possassem para a capa do álbum diante da casa de insetos do Zoo, mas a Sociedade Zoologica de London não permitiu que isso fosse feito. Decidiu-se então que a foto da capa fosse dos quatro integrantes em um balcão da escadaria da EMI. Esta foto tirada por Angus McBean foi usada posteriormente para a capa da coletânea The Beatles 1962-1966.

Ps. Prometo me conter no próximo post dos Beatles!!! Eu juro mas não garanto.


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The Band - Music from Big Pink [1968]



The Band - Music from Big Pink [1968]


Banda: Canadense
Produtor: John Simon
Formação da Banda: Rick Danko - Levon Helm - Garth Hudson - Robbie Robertson - Richard Manuel
Posição na Billboard: apenas #30º posição

60’s Hotel: O debut da banda que ajudou Bob Dylan a amplificar o folk em 66, lançou seu album no verão de 68 com composições próprias devido ao tempo que tiveram graças ao acidente de moto de Bob Dylan que os afastaram das turnes por algum tempo. Com tempo de sobra a The Band gravou e produziu duas joias do 60's hotel Music from Big Pink, e The Band album homônimo.

O melhor e o que mais gosto de toda trajetória dessa banda, que a The Band não gravou apenas suas músicas, eles tentaram trabalhar um conceito, várias vozes excelentes músicos, cada música tem sua singularidade, fora o visual meio colonial que adotaram para que parecessem uma banda perdida no tempo - ressaltar que o Beatles copiou escancaradamente no disco Abbey Road - o ensaio fotografico e assinado por Elliot Landy, grande cara, criou um clima ainda mais especial para essa banda, e claro, para colocar a cereja em riba do the cake.

A capa é simplesmente nada mais nada menos que dele Mr. Bob Dylan, dizer o que.

Em 2003, o álbum foi classificado na 34 ª Rolling Stone's lista revista das 500 maiores álbuns de todos os tempos.

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Shocking Blue - At Home [1969]

Shocking Blue - At Home [1969]

Banda: Holandesa
Produtor: -
Formação da Banda: Mariska Veres, Robbin Van Leeuwen, Klaasje Van der Wal, Cor vander Beek
Posição na Billboard: #1º posição

60’s Hotel: Shocking Blue é a clássica banda que você conhece a música - seu Hit das paradas - mas não se liga na banda.
A Banda Holandesa que implacou 'Venus' um 'megahit' mundial, na primeira posição nas paradas de sucesso. Para muitos a música é creditada para a banda, também de sucesso, Jefferson Airplane. 
E foi por ai que viajou os pensamentos de Robbie Van Leeuwen, trazendo a Mariska Veres para assumir os vocais da banda, que lembram muito a voz de Grace Slick vocal do Jefferson Airplane.

E a intuição de Robbie trazendo Mariska para o vocal rendeu o frutos que queria. Shocking Blue teve grande repercussão na cena Hippie de "San Francisco"  com suas músicas, assim como Jefferson Airplane - banda funda em San Francisco.

Mais tarde faixas do disco At Home ganharam versões. O Nirvana gravou 'Love Buzz' que era um B-side de At Home.

O Album At Home foi lançado em 1969 no Reino Unido, pelo Selo Pink Elephant. Como em outros albuns já mencionados o grande Hit 'Venus' não fez parte do Set List do Album, foi o grande single que colocou Shocking Blue no mapa, sendo colocado posteriormente e re-prensagens do disco que acabou vendendo alguns milhões de cópias pelo mundo.


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The Allman Brothers Band - [1969]



The Allman Brothers Band - [1969]
Banda: Americana
Produtor: Adrian Barber
Formação da Banda: Duane Allman, Gregg Allman, Dickey Betts, Berry Oakley, Butch Trucks e Jai Johanny "Jaimoe" Johanson
Posição na Billboard: # 188° posição

60’s Hotel: Junte uma banda com uma pegada toda psicodélica, num "vizú" meio country, duelos de guita no meios das músicas coloque um pouco do blues, Jazz, soul e alma do rock do sul dos estados unidos, junto um vocal potente e coloque também um vidro de aspirinas no dedo de um dos guitas... Conseguiu ter a visão da banda? Não? Essa é a The Allman Brothers Band, tocam até os dias de hoje gravando discos e saindo em tournês pelo mundo, não com o mesmo line-up de 1969 mas desde lá, com mudanças de integrantes e com seus 18 albuns gravados, membros do Rock Roll Hall Fame.

Podemos chama-los de uma super band, desde seu debut lançado em novembro de 1969, que nasceu aclamado pelo público e críticas vem conquistando gerações com suas melodias cheias do melhor rock americano, slides guitars, solos de guitarras e um vocal maravilhoso interpretante super canções que lhe transportam para outra dimensão. Uma dimensão de estradas sem fim, cheias de The Allman Brothers Band e outras road bands.

O album debut do Allman Brothers não teve uma boa recepção na época - nenhuma surpresa para quem pesquisa nos dias de hoje - Conquistando fãs mais tarde, e até os dias de hoje.

O disco foi gravado em duas semanas do mês de Agosto em Nova York, pela Atlantic Records em seus próprios estúdios. O disco seria produzido por Tom Dowd, que havia produzido o 'Cream' - do Jack Bruce e um "Guitarristazinho" meia boca aí e outro "batedorzinho" de tambor da cena (brincadeiras... evitem o ódio!) e Também John Coltrane. Mas que acabou não rolando. Album acabou sendo produzido pelo produtor e engenheiro de som Adrian Barber.

A história desta banda tem um início fulminante, pois a banda havia sido formada em Março do mesmo ano (1969), após seu primeiro disco a banda permaneceu por um longo tempo na estrada e permanecendo em Macon - Georgia, apesar das sugestões de executivos da gravadora, que queriam  que eles se mudassem e se apresentassem em cidades maiores para um sucesso comercial do disco.




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Nina Simone - Wild is the Wind [1966]



Nina Simone - Wild is the Wind [1966]


Banda: Americana
Formação da Banda: -
Produtor: Hal Mooney
Posição na Billboard: # 110°posição

60's Hotel: Comentar agora sobre Eunice Kathleen Waymon, conhecida para os amantes do blues e jazz como "NINA SIMONE" - grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, nos cabarés de New York, Philadelfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas. "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida.

Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava.
Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.

Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethania e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu enquanto dormia em Carry-le-Rouet em 2003.

O Disco de Nina Maravilhosa Simone que vou postar foi gravado em 64 e 65 em New York City, e lançado pela gravadora Philips em 1966.  
E quem diria que um dos discos mais incônicos de Nina 'Diva' Simone seriam de gravações deixadas de lado em sessões anteriores. Wild Is The Wind é o sexto album de Nina, compilado de sessões dos discos anteriores pela Philips Records.

Por essas e outras, o disco  é formada essa mistura de faixas voltadas para o mercado popular (como "I Love Your Lovin 'Ways") e canções que são mais ambiciosos por natureza. Até me arrisco em comentar, que talvez seja esse o fator que faz deste album ser tão especial, claro deixando de lado o fato, também, de que foi lançado nos anos 60.

Por incrível que pareça na internet não encontrei muitos dados técnicos sobre o disco.

O bom a dizer é que a presença de Nina Simone no Jazz é marcante em qualquer disco que ela produziu, ou em suas apresentações ao vivo como grande pianista e cantora que foi. Será eterna na mente de quem é fã de Jazz, Blues e de músicos excepcionais como foi Nina Simone.


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Wilson Simonal - Alegria Alegria [1967]


Wilson Simonal - Alegria Alegria [1967]


Banda: Brazuca vestida de azul!!!
Formação da Banda: Wilson Simonal Cesar Mariano, Sabá e Toninho Pinheiro o conjunto Som Três.
Produtor: Milton Miranda
Posição na Billboard: Muito verde e amarelo...

60's Hotel: Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1938 — 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970 e de acordo com Luiz Carlos Miéle foi o maior cantor do Brasil.
Simonal teve uma filha, Patricia, e dois filhos, também músicos: Wilson Simoninha e Max de Castro.Filho de uma empregada doméstica, Simonal era cabo do Exército quando começou a cantar, nos bailes do 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (8º GACOSM), então sediado no Leblon. Seu repertório se constituía basicamente de calipsos (RITMO DERIVADO DO BLUES AMERICANO MÚSICA DA JAMAICA QUE INFLUENCIOU O SURGIMENTO DO SKA) e canções em inglês.

Em 1961, foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, integrando também o conjunto Os Guaranis. Apresentou-se no programa Os brotos comandam, apresentado por Carlos Imperial, um dos grandes responsáveis por seu início de carreira. Cantou nas casas noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova. De acordo com o jornalista Ruy Castro, "quando surgiu o cantor no Beco das Garrafas, Simonal era o máximo para seu tempo: grande voz, um senso de divisão igual aos dos melhores cantores americanos e uma capacidade de fazer gato e sapato do ritmo, sem se afastar da melodia ou apelar para os scats fáceis".
Em 1964, viajou pela América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas.
De 1966 a 1967, apresentou o programa de TV Show em Si ...monal, pela TV Record - canal 7 de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Revelou-se um showman, fazendo grande sucesso com as músicas País tropical (Jorge Ben), Mamãe passou açúcar em mim, Meu limão, meu limoeiro e Sá Marina Carlos Imperial, num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, e que foi chamado de pilantragem (uma mistura de samba e soul), movimento também idealizado e capitaneado por Carlos Imperial.

Em 1970, acompanhou a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, realizada no México, onde tinha como amigos os jogadores de futebol Pelé, Carlos Alberto e Jairzinho, quando também conheceu o maestro Erlon Chaves.
Nessa época, Simonal era um dos artistas mais populares e bem pagos do Brasil, bastante assediado pela imprensa e pelos fãs. Vivia o auge de sua carreira. Foi o primeiro negro a apresentar sozinho um programa de televisão no país - o Show em Si...Monal, dirigido por Carlos Imperial - no qual era acompanhado por César Camargo Mariano, Sabá e Toninho, que formavam o Som 3.

Depois deste episódio Simonal sofreu grande perseguição, sendo acusado de delatar a classe artística ao regime militar (blá blá blá)

Como não estamos aqui pra apontar o se que fez fora dos palcos e coisa e tal... Vamos nos concentrar em sua música e o grande ícone que ele foi para nossa música e para década de 60.

A música de Simonal exalava malandragem; muito bem colocado o título nesse estilo criado e adotado por ele Carlos Imperial e cia - Mesclavam o Samba ao Soul - "A Pilantragem" música cheia de swing com aquele tom pilantra do samba super astral com letras bacanas. A música de Simonal é como um malandro 171 pronto a te dar um golpe e ele é sempre certeiro golpeando usando sua malandragem no alto astral de suas músicas pegando todos que estão de orelha em pé...

"Vamos começar a pilantragem/ Nem vem que não tem/ Nem vem com o garfo que hoje é SIMONAL MEU BROTHER... E seu disquinho pra machucar os corações."




Procol Harum - Procol Haum [1967]


Procol Harum - Procol Haum [1967]

Banda: Inglesa
Produtor: Denny Cordell
Formação da Banda: Gary Brooker, Robin Trower, Matthew Fisher, Dave Knights, BJ Wilson e Keith Reid
Posição na Billboard: #5º posição

60’s Hotel: Em 67 então nascia a banda Procol Harum, liderada e formada por Gary Brooker responsável pela parte musical e Keith Reid com as letras em maioria das suas composições. Responsáveis por plantarem as sementes do Rock Progressivo e mais tarde aprofudando-se por um estilo mais Sinfônico. (Assim rotulados)

Mas seu primeiro disco homônimo, diria mais que tem suas pitadas do progressivo por assim dizer do que outra coisa, e claro, as influências de toda banda inglesa, o velho Blues e R&B e até Soul em algumas faixas. E a presença marcante do organ de Matthew Fisher faz uma camada intensa em cada faixa, tambem acho que é a grande assinatura da banda o som do Hammond compondo as Harmonias de suas composições.

A pequena curiosidade sobre esse debut, que não chega ser uma surpresa, é a ausência de seu maior Hit, lançado antecipadamente como single, a música  'A Whiter Shade Of Pale' não fez parte do set list do album em seu lançamento britânico, entrando posteriormente no lançamento americano.

*A prática de lançar o single ou compacto era comum na época, testando o lado comercial da música abrindo portas para banda antes que viajassem em tournè. E que muitas vezes o Hit não entrava no Album.

Este debut foi lançado em setembro de 1967 pela gravadora Regal Zonophone, gravado no Olympic Studios em Londres, em junho do mesmo ano.
Se é válido dizer... Gravado nos mesmos estúdios que 2 anos mais tarde Joe Cocker gravaria seu primeiro album e com o mesmo produtor Denny Cordell. Coincidência ou não!!!

O grupo gravou 'A whiter shade of Pale', que foi lançado como single em 12 de maio de 1967. Com a melodia baseada na Suite Orquestral no.3 em Ré maior de Sebastian Bach, no órgão Hammond de Matthew Fisher, a voz cheia de emoção de Brooker e a letra misteriosa de Reid. Com a separação do grupo e os créditos do Hit dados apenas a Brooker, Fisher mais tarde entraria em um longo processo judicial por direitos e créditos pela música.





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