60's Intro

Jeff Beck - Truth [1968]


Jeff Beck - Truth [1968]

Banda: Inglesa
Produtor: Mickie Most
Formação da Banda: Jeff Beck, and your little band: Rod Stewart, Micky Waller, Ronnie Wood, Nicky Hopkins, Keith Moon, Jimmy Page, John Paul Jones.
Posição na Billboard:
15° posição

60’s Hotel: Depois de deixar os Yardbirds em 1966 e lançar um compacto em 1967, o genial guitarrista Jeff Beck resolveu encarar de cabeça a carreira solo. Como cantar não era mesmo com ele, chamou para o microfone um certo Rod Stewart, moleque rouco que vinha de uma série de pequenas bandas. Para o baixo, recrutou Ronnie Wood, irmão de Art Wood, dono da banda que revelaria Jon Lord. Já as baquetas ficaram com Micky Waller, do John Mayall's Bluesbreakers.

Então, em 1968 lançou Truth, disco este que antecedeu o trabalho de estréia do Led Zeppelin em quatro meses. Beck, aliás, acusaria Jimmy Page de roubar idéias suas, incluindo fazer uma cover the "You Shook Me", de Willie Dixon. Como os dois estavam completamente imersos na cena musical londrina e tocaram juntos por quase um ano, é mais provável que tenham desenvolvido o estilo paralelamente.

"Truth" abre com uma versão matadora de "Shapes of Things", um sucesso do próprio Yardbirds. Tão marcante que a maioria das regravações posteriores remete à versão de Beck, não à original. Outro destaque é "Ol' Man River", uma canção americana composta em 1927 para o musical Show Boat e que já foi regravada por inúmeros artistas durante as décadas. 
A letra fala do sofrimento dos negros que trabalhavam ao longo do Mississippi e o arranjo é simplesmente sensacional.

E é impossível deixar de citar "Blues De Luxe", um longo e delicioso blues em que a voz de Stewart brilha ao lado da guitarra de Beck e do piano do convidado Nicky Hopkins, onipresente nos discos de rock da época.

Aliás, os convidados são um caso à parte. John Paul Jones, futuro baixista e tecladista do Led Zeppelin, toca órgão em "Ol' Man River", que conta ainda com o grande Keith Moon tocando tímpanos.

A versão do instrumental "Beck's Bolero" é a mesma do compacto que o guitarrista lançara no ano anterior, daí tem uma formação diferente... Jones toca o baixo, Moon a bateria, Hopkins o piano e Jimmy Page na guitarra de 12 cordas, com Beck solando. A música, aliás, foi outro motivo de briga entre os guitarristas. Ela é creditada somente a Page, mas Beck diz que também participou da criação, contribuindo com o riff. Talvez em resposta, Page usou o mesmíssimo riff em "How Many More Times", no disco de estréia do Zeppelin. 

Ô turminha encrenqueira... Existe um obscuro ditado: "Em briga de God's of Guitar ninguém deve meter a paleta!!!".

Jeff Beck produziu 'Truth' em dois anos, entre 66 e 68, logo ao sair do Yardbirds. Gravado no Abbey Road Studios em Londres, em várias e longas sessões, contando com os vários convidados já mencionados. "Era muita estrela pra pouca constelação".






_-_

Muddy Waters - Muddy Waters At Newport [1960]

  


Muddy Waters - Muddy Waters At Newport [1960]

Banda: Americano
Produtor: Leonard Chess
Formação da Banda: Muddy Waters - Otis Spann - James Cotton - Pat Hare

Posição na Billboard: #não encontrado

60’s Hotel: Enfim, acho que é a primeira postagem com o Blues dele; Sim! Mr. Badass Muddy Waters...

Muddy Waters é responsável pelo começo da transformação do blues, de um blues mais amplificado, que mais tarde influenciaria muitos guitarristas e daria mais força ao rock que viria posteriormente, enfim isso é história – recomendo o filme Cadillac Records, ótimo filme e ilustra bem essa e as fantásticas transformarções que esse galera causou nesta fase da música, e claro, o que Muddy foi, pelo menos em certa época.

Muddy Waters já era um bluesman consagrado no fim dos anos 50. No entanto, sua influência só era notada na música negra americana. Consegue imaginar o estrondo que sua apresentação no festival de jazz de Newport causou? A 'sociedade branca' entrou em colapso naquele momento ao perceber o swing e a 'magia negra' na voz e nas cordas de Waters.

Era sua primeira gravação ao vivo além de tudo e com certeza uma das melhores gravações ao vivo da história da música, pois soa refrescante até hoje, quase 50 anos depois.

Este álbum foi influência de músicos como Jimmy Page e Eric Clapton, além de ser um dos principais discos da história do blues. Simplesmente incendiário.

Uma curiosidades sobre a capa. O álbum mostra Muddy Waters no Newport Jazz Festival segurando um violão semi-acústico . Quando o fotógrafo, William Claxton , pediu-lhe para posar para a capa, Muddy deixou sua Fender Telecaster (que tocou durante todo o show) no palco e segurou o violão semi-acústico, do seu amigo John Lee Hooker.




CHECK IN PARA ESTE DISCO

_-_

Dr. John, The Night Tripper - Gris-Gris [1968]

Dr. John, The Night Tripper - Gris-Gris [1968]

Banda: Americana
Produtor: Harold Battiste
Formação da Banda: Dr. John, Dr. Battiste, Richard "Dr. Ditmus", "Senador" Bob West, "Dr." John Boudreaux., "Governador" Plas Johnson, "Dr." Lonnie Boulden, "Dr." Steve Mann, "Dr." McLean, Mo "Dido"
Posição na Billboard: Não encontrado

60's Hotel: John Malcom Rebeneck Jr. nascido em 1940, conhecido pelo pseudônimo de Dr.Jonh, The Night Tripper, americano, compositor (maluco), Cantor, Guitarrista e Pianista...

Rebennack desejava fazer um álbum que combinasse as várias linhas da música de Nova Orleans por trás de um frontman chamado Dr. John, em homenagem a um negro chamado Dr. John Montaine, que alegava ser um monarca africano. Rebennack escolheu este nome depois de ouvir sobre Montaine de sua irmã, e sentir uma "afinidade espiritual" com ele. Rebennack adotou o próprio nome artístico de Dr. John.

Disco que vamos ver de Dr. John, é seu Debut. Disco cheio de experimentações e viagens, marca da segunda metade dos anos 60. A música produzida para este rimeiro disco mostrou a versatilidade de Dr. John indo e entrelaçando ritmos como o blues , pop , jazz , assim como Zydeco , boogie woogie e o velho Rock.

Gris-Gris seu álbum de estréia em 1968 combinou ritmos e cânticos vodu com a tradição da música de Nova Orleans, o que deu grande persona ao disco. Foi classificado em 143 Rolling Stone's 500 grandes albuns de todos os tempos. Mas não teve boa recepção na época, vindo a se tornar mais tarde cult na cena rocker mais moderna.

Em 2003, o álbum foi classificado em 143º lugar na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da Rolling Stone.

Mais três álbuns de 1969 "Babilônia" , de 1970 "Remedies", e 1971, "The Sun", "Moon and herbs" foram lançados na mesma veia de "Gris-Gris", mas nenhum deles têm ou chegaram ao resultado de seu grande debut. 




CHECK PARA ESTE DISCO


_-_

The Stooges - The Stooges [1969]


The Stooges - The Stooges [1969]

Banda: Americana
Produtor: John Cale, Jac Holzman, Don Galluci e Iggy Pop
Formação da Banda: Iggy Pop – Dave Alexander – Ron Asheton – Scott Asheton
Posição na Billboard: Não encontrado

60's Hotel: Stooges é uma banda estranha de se comentar. Ou melhor, nem tanto: ela sim é que pode ser chamada de aborto elétrico. Eram tão indiferentes no palco quanto o público que ia assisti-los, tanto que eles transformaram suas primeiras apresentações em happenings políticos e humoristicamente incorretos, atingindo a quintessência da bizarrice em seus momentos de exibicionismo, mergulhos suicidas no meio do público e excêntricos rituais de auto-flagelação - da parte do Mr. Iggy. Foram descobertos por um executivo da Elektra Records, Denny Fields, que foi à Detroit atrás do MC5 e, depois de ser contagiado pela performmance deles, acabou convidando a turma de Iggy Pop para gravar um disco pelo selo.

O primeiro problema: para um álbum, eles tinham, apenas cinco músicas - que, por sinal, era todo o repertório da banda.

O segundo: ter que compor mais quatro. Iggy tentou em vão convencer o produtor, John Cale (sim, ele mesmo)parceiro de Lou Reed nos melhores discos da Velvet Underground, a gravar os temas, o verdadeiro suprassumo em termos de rock barulhento, garageiro e elementar (I Wanna Be Your Dog e seus quatro acordes) da melhor (pior?) espécie - no viria ser a maior característica Punk Rocker - com a mesma performance ao vivo, mas foram prontamente rechaçados. 

Sem saída, em tempo recorde eles compuseram, ensaiaram e gravaram "Real Cool Time", "Not Right" e "Little Doll". Cale mixou o disco, e a gravadora não gostou nada do resultado. Sobrou para Iggy, junto com o dono do selo, Jac Holzman, salvar aquele maldito feto abjeto, fedorento e ranhento e lançá-lo. Resultado: o disco passou batido. Assim como aconteceria com o seu sucessor, Fun House. Pois deu no que deu. 

Na época, ninguém ouviu, ninguém comentou; passou literalmente batido. Ou seja, era um aborto que tinha tudo para não dar certo, certo? Errado. Só uns quatro anos depois é que alguém ia parar para ouvir petardos como “No Fun”, “Ann” e a super-ultra-cool “Not Right”. Mas o tempo cuidou de desfazer tamanha injustiça. Como todos sabem, anos depois eles seriam considerados os criadores do punk avant le lettre. Os wah wahs stoogianos mostravam que o moribundo e puído flower power já estava com dias contados (a pá de cal seria em Altamont), só não viu quem não quis. 

Azar dos puristas: a verdade é que os Stogges estavam certos o tempo todo, e pra quem escuta este disco hoje em dia pode dizer que, claro são músicas simples de poucos acordes muitas distorções, performances pra lá de malucas, mas não podemos esquecer que estamos falando de 1969 ano em que bandas atravessavam todo virtuosismo e loucura da psicodelia, e o Super Stooges, claro junto de outras bandas na minha opinião, estava projetando algo que quase dez anos depois tomaria conta e seria a primordial transformação e revolução cultural e musical da história - O Punk.





_-_

The Who - The Who Sell Out [1967]

 

The Who - The Who Sell Out [1967]

Banda: Inglesa
Produtor: Kit Lambert
Formação da Banda: Pete Townshend - Roger Daltrey - John Entwistle - Keith Moon
Posição na Billboard: 48º

60’s Hotel: Este disco, lançado em dezembro de 67, veio pra coroar aquele ano fantástico para a música. Essa é a primeira aparição do The Who clássico, com temática conceitual e composições brilhantes, sem contar a produção.

A temática de The Who Sell Out transforma o disco em uma transmissão de uma rádio pirata, com comerciais e músicas, tal qual uma rádio de verdade (embora o conceito seja abandonado nas últimas músicas). O disco começa até mais voltado para o lado psicodélico, com a viajante Armenia City in The Sky, mas logo entramos no clima do disco com belas canções rock'n'roll recheadas de guitarra nervosa e harmonias vocais, embora este seja o disco onde Daltrey menos cantou em sua participação no Who. É um disco onde todos os membros são lead vocals, até o baterista Keith Moon.

Um disco com a belíssima produção destacada em I Can't See For Miles, que até hoje é destacada como uma das produções musicais mais complexas de todos os tempos, realçando toda a qualidade da canção. Outros destaques em qualidade são a doce acústica Sunrise, na inconfundível voz de Pete Townsend e Rael, que viria a ser um modelo para as ópera-rock futuramente executadas pelo Who.

The Who Sell Out mostra, afinal, uma banda amadurecendo (afinal, a divertida capa marcante não mostra uma banda adulta) e mostrando o que poderia vir a fazer.



CHECK IN PARA ESTE DISCO


_-_

Johnny Cash - At San Quentin [1968]


Johnny Cash - At San Quentin [1968]

Banda: Americana
Produtor: Bob Johnston
Formação da Banda: Johnny Cash, June Carter, Carl Perkins and Tennesse Three
Posição na Billboard: 15º

Roquen Roll 60's Hotel: De idéias loucas vivo o mundo da arte em si...Após o sucesso "Folsom Prisom Blues" de 55, que contava o cotidiano dentro de uma prisão, Mr. Cash tem a grande,
nem tão grande digamos assim, de gravar um disco dentro de uma penitenciária estadual, cheio dos mano barrapesada, "firmeza intão, tira tudo os truta do X e pronto, vamu grava um vinyl" . Quem diria, enfim... Mais louco e o tal do produtor da Columbia Records Bob Johnston, que uns 10 anos depois ficou mais empolgado que o próprio Cash.

O fato é que com um investimento super reduzido o album e toda idéia inusitada virou um hit nacional - sucesso de vendas - e o que tambem marca este trabalho de Cash, e que carimba sua volta após sua reabilitação de tóxicodependencia, foi sua grande firmação de que era uma grande astro da música americana, e que estava pronta pra voltar ao topo das paradas.

- Quando eu era só um bebê, minha mãe me disse: "filho, Sempre seja um bom menino, nunca brinque com Armas." E nunca deixe de ouvir aquele vinyl do Johnny Cash de 68....

- Country and Roll 60's Hotel,!!!!



CHECK IN PARA ESTE DISCO

_-_