60's Intro

MC5 - Kick Out The Jams [1969]


MC5 - Kick Out The Jams [1969]

Banda: Americana
Produtor: Jac Holzman e Bruce Botnick
Formação da Banda:  Wayne Kramer, Dennis Thompson, Rob Tyner, Michael Davis e Fred "Sonic" Smith
Posição na Billboard: Trouble! Não encontrada

60's Hotel: Mais uma banda americana que despertou a atenção sedenta da Elektra Records. O que todos chamariam de "filho feio sem pai" -  O Selo que, historicamente abraçou essas bandas revolucionárias e distintas, como The Doors, The Stooges e o próprio MC5 - Mal sabia que estava deixando sua marca como o berço das bandas que influenciariam gerações seguintes a criar o PUNK ROCK.

A banda de Detroit MC5, foi precursora do garage rock e uma das primeiras a fundir a agressividade musical com idéias políticas.

O grupo iniciou suas atividades em 1964, tocando na escola e em festas, com o nome Motor City Five, e tendo como membros Rob Tyner (vocais), Fred "Sonic" Smith (guitarra), Wayne Kramer (guitarra), Pat Burrows (baixo) e Bob Gaspar (bateria). Com o tempo, Smith e Kramer decidem experimentar novos sons, passando a usar o feedback e a distorção nas guitarras. Este novo som, mais agressivo, leva a que Burrows e Gaspar saiam da banda, em 1965. Para o seu lugar entram Michael Davis (baixo) e Dennis Thompson (bateria), em 1966.

Kick Out the Jams foi o álbum de estréia da banda MC5, foi gravado ao vivo, algo inusitado para um primeiro disco, até para os dias de hoje. 

num concerto em Chicago designado por Yippies' Festival of Life, a banda é contactada por Danny Fields, da editora Elektra Records A&R. Este contacto proporciona-lhes um contrato, e o seu primeiro álbum, Kick Out the Jams, gravado ao vivo no Grande Ballroom (1968), é lançado em 1969.

Com letras recheadas de idéias revolucionárias e muitos palavrões, o MC5 teve sérios problemas com a censura. Tornava-se comum ter suas apresentações fossem interrompidas pela policia. Como é o caso da faixa título do disco dizia: “Kick Out The Jams, Mother Fuckers!” (Vamos detonar, filhos da p***!). Horrorizada a gravadora fez com que a frase fosse modificada para “Kick Out The Jams, Brothers and Sisters”.

Por que bater na porta de entrada se podemos chegar chutando? "Haha, Assim são os sons de Motor City Five - MC5"



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The Animals - All About The Animals [1966]



The Animals - All About The Animals [1966]

Banda: Inglesa
Produtor: ---------
Formação da Banda: Eric Burdon, Alan Price, Hilton Valentine, John Steel e Bryan "Chas" Chandler.
Posição na Billboard: Não encontrada

60’s Hotel: The Animals foi uma banda de rock britânica dos anos 60 formada em Newcastle upon Tyne por Eric Burdon (vocais), Alan Price (órgão), Hilton Valentine (guitarra), John Steel (bateria) e Bryan "Chas" Chandler (baixo).

Buscavam as raízes do blues e do folk, sendo influenciados por Chuck Berry (com quem fizeram uma turnê), Bob Dylan, Nina Simone, Little Richard e Bo Diddley.

O sucesso moderado do grupo em sua terra natal os motivou a se mudarem para Londres em 1964, bem em tempo de serem incluídos na Invasão Britânica. Eles apresentavam versões de sucessos do rhythm and blues, e foram uma das primeiras bandas a serem influenciadas por Bob Dylan (inclusive lançando duas covers de músicas dele). Os Animals alcançaram sucesso com seus compactos "Baby Let Me Follow You Down" e "The House of the Rising Sun". Os vocais uivados de Burdon e os arranjos dramáticos de Price criaram indubitavelmente o primeiro hit do folk rock. Os sucessos se seguiriam com "Bring It On Home To Me" (hit na voz de Sam Cooke) e "Don't Let Me Be Misunderstood" (de Nina Simone).

Em 1965, entretanto, o grupo estava prestes a se separar. Price deixou a banda para continuar como artista solo, gravando uma versão de sucesso de "Simon Smith And The Amazing Dancing Bear", de Randy Newman. A banda continuou, agora sob a égide de "Eric Burdon and the Animals", mudando seu estilo musical. Abandonando o blues, passaram a tocar a versão de Burdon para o som psicodélico. Alguns dos sucessos desta época foram "San Franciscan Nights" e "Monterey", um tributo ao histórico festival de 1967 que apresentou, entre outros, Janis Joplin, Otis Redding, Jimi Hendrix e os próprios Animals. Em 1970 a banda se dissolveu, e Eric Burdon juntou forças com um grupo latino de Long Beach, Califórnia, chamado "War".

Esse disco é um compilado de hits da banda. Na verdade é um release Japonês, enfim, um desses disco que eram parte da forma de promover a banda em turnês internacionais.



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The Monks - Black Monk Time [1966]



The Monks - Black Monk Time [1966]

Banda: Americana (situada na Alemanha)
Produtor: Jimmy Bowien
Formação da Banda: Gary Burger - Larry Clark - Dave Day - Eddie Shaw - Roger Johnston
Posição na Billboard: Não encontrado


60's Hotel: Da pra listar as bandas que já ensaiavam o que seria o punk rock – sempre darei uma nota das bandas, que presumem, teria dado base ao punk em 74 - Este disco excepcional ficou enterrado na história da música por quase 30 anos, até que na década de 90 esta pérola foi descoberta e enfim pôde sair da casa das grandes obras subestimadas.

Os protestos que os Monks – Banda americana e não os Monkees banda inglesa da British Invasion - fazem em canções como Monk Time e Complication são inéditos para sua época, com um poder e uma simplicidade que só viriam a ser reproduzidos com o auge do punk, já na década seguinte. I Hate You e Boys Are Boys And Girls Are Choice seguem mostrando o romantismo punk, com sua estética minimalista e direta.

A voz de Gary lembra em certos momentos à Janis Joplin, enquanto a banda coesa, formada por militares americanos residentes na Alemanha, inova utilizando-se de baixo distorcido e um banjo! Sons bastantes apurados e música de características próprias. Infelizmente a banda só teve este álbum lançado durante a carreira, pois se separariam 2 anos depois, sem nunca ter feito turnê fora da Alemanha.

NINGUÉM jamais apareceu com um álbum inteiro de tal demência. Monks 'Black Monk Time é uma joia nascida do isolamento e do conhecimento profundo e horrível de que ninguém está realmente ouvindo o que você está dizendo. E os Monks tiraram proveito artístico de sua posição de sorte / azar como roqueiros americanos em um país que estava desesperado pela coisa real.

Eles escreveram canções que teriam sido terrivelmente mutiladas por arranjadores e produtores se eles estivessem produzindo na América. Mas não havia necessidade de limparem sua apresentação, como os Beatles e outros tiveram que fazer ao voltar para casa, pois não havia restrições artísticas em um país que gostava do som da música beat, mas não tinha ideia de seu conteúdo lírico.

Mas eles tinham um ótimo material extra, tanto que Cuckoo, canção que nem é presente no disco, poderia muito bem figurar na lista das melhores músicas da época. Black Monk Time foi lançado em março 1966 pela Polydor, na Alemanha, e reeditada em 1994 no repertório Records, em 1996, Infinite Zero Arquivo / American Recordings e, em 2009, sobre Play Loud! Produções. Ela foi descrita em meados da década de 1990 por Julian Cope como um "clássico perdido". 

Esta ai, este maravilhoso trabalho desta banda, prove um pouco desta banda americana da turma do Garage Rock. MAKE NOISE!






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