60's Intro

Nina Simone - Wild is the Wind [1966]

 


Nina Simone - Wild is the Wind [1966]

Banda: Americana
Formação da Banda: - Nina and her band
Produtor: Hal Mooney
Posição na Billboard: # 110°posição

60's Hotel: Comentar agora sobre Eunice Kathleen Waymon, conhecida para os amantes do blues e jazz como "NINA SIMONE" - grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, nos cabarés de New York, Philadelfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas. "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida.

Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava.

Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.

Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethania e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu enquanto dormia em Carry-le-Rouet em 2003.

O Disco de Nina Maravilhosa Simone que vou postar foi gravado em 64 e 65 em New York City, e lançado pela gravadora Philips em 1966. 
 
E quem diria que um dos discos mais incônicos de Nina 'Diva' Simone seriam de gravações deixadas de lado em sessões anteriores. "Wild Is The Wind" é o sexto album de Nina, compilado de sessões dos discos anteriores pela Philips Records.


Por essas e outras, o disco  é formada por essa mistura de faixas voltadas para o mercado popular como "I Love Your Lovin 'Ways" e canções que são mais ambiciosos por natureza. Até me arrisco em comentar, que talvez seja esse o fator que faz deste album ser tão especial, claro deixando de lado o fato, também, de que foi lançado nos anos 60.

Por incrível que pareça na internet não encontrei muitos dados técnicos sobre o disco.

O bom a dizer é que a presença de Nina Simone no Jazz é marcante em qualquer disco que ela produziuou em suas apresentações ao vivo como grande pianista e cantora que foi. Será eterna na mente de quem é fã de Jazz, Blues e de músicos excepcionais como foi Nina Simone.




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Bob Dylan - Blonde On Blonde [1966]

 Bob Dylan - Blonde On Blonde [1966]

Banda: Americano
Produtor: Bob Johnston
Formação da Banda: Bob Dylan e The Band (basicamente)
Posição na Billboard: # 9º posição

60's Hotel: Se pudéssemos criar uma imagem ou um produto que representasse o ápice da loucura e megalomania de uma grande mente... Se tudo fosse tão exato e concreto, diria que Mr. Dylan em 66 atingiu e criou com o álbum Blonde On Blonde.

Na sucedida tentativa de inovar ainda mais o que já havia inovado Dylan superou o que já havia superado criando um estilo ainda maior. O álbum é considerado o primeiro álbum duplo da historia do Rock, mas é de certa forma desnecessário ser um disco duplo. O nível alto de baladas folk como One Of Us Must Know e I Want You acaba sendo misturado a um blues rock indefinido e arrastado, como Leopard-Skin Pill-Box Hat e Pledging My Time. 

Claro que, na soma de todo o trabalho o resultado acaba sendo positivo e, bem ou mal, aclamado. Mas se este fosse um disco único e fossem cortadas algumas músicas grandes, ficaríamos com a fina flor do disco: as grandes músicas. A poesia surreal de Dylan alcançou um ponto tão distante em Blonde On Blonde que, feliz ou infelizmente, ele não mais pôde repetir este feito.

Blonde on Blonde é o sétimo álbum de estúdio de Bob Dylan, lançado a 16 de Maio de 1966. pela gravadora Columbia Records.


Blonde on Blonde foi o fechamento da pretenciosa trilogia de Bob Dylan. Bring It All Back Home, Highway 61 Revisited e Blonde on Blonde, todos aclamados até os dias de hoje, lançados em sua respectiva ordem. Blonde on Blonde fecha as sessões de gravações dos discos que começaram 65 encerraram 66 com o lançamento do disco e início da turnê.

Sobre a Capa de Blonde on Blonde, muitas interpretações se criaram em torno, mas uma que chamava a atenção era sobre o uso de LSD, que por conta; o ensaio fotográfico teria ficado daquela forma. Mas em entrevista e relato do próprio Bob Dylan, afirmou que era um dia frio de New York, entre algumas fotos nítidas e outras sem foco e borradas do ensaio congelante, a escolha de Dylan foi a famosa foto borrada. Apenas isso, nada mirabolante.

Blonde on Blonde foi classificado em nº 9 pela revista Rolling Stone na lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos.






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Led Zeppelin - Led Zeppelin [1969]


Led Zeppelin - Led Zeppelin [1969]

Banda: Inglesa
Produtor: Jimmy Page
Formação da Banda: Robert Plant - Jimmy Page - John Paul Jones - John Bonham
Posição na Billboard: 10º

60’s Hotel: O primeiro disco do Led Zeppelin é só um dos melhores discos de estréia de todos os tempos. É daqueles discos que você nem precisa falar muito, porque o onisciente coletivo tem um espaço especial pra sua história. Sendo o último sobrevivente dos Yardbirds, Jimmy Page teve liberdade total para montar sua nova banda. Tentou um projeto com o mestre Jeff Beck e músicos do The Who, mas não deu muito certo. Sendo assim, o jeito foi se remontar e formar-se, mesmo que com a liderança de Page, com a influência de cada um dos outros integrantes. 

    O baixo vigoroso e marcante de John Paul Jones, sentido à toda em You Shook Me, a voz incrível de Robert Plant e a bateria imprevisível de John Bonham, que se destacam a cada faixa, além, é claro, da produção barata, mas honesta, e as composições de Page. Sem querer Page já formava seu supergrupo, aquele que viria a se tornar o maior grupo de todos nos anos seguintes. Até porque, um grupo que tem já no primeiro disco músicas do calibre da "balada" Babe I'm Gonna Leave You e a instantaneamente clássica Communication Breakdown, não tinha como não dar certo. 

   Aí está a semente bem plantada que viria fazer dar bons frutos na mente criativa das futuras bandas. Led Zeppelin construiu muito bem o caminho para o blues rock, o hard rock e tudo mais que viesse a levar o rótulo de rock para os anos 70. O metal? Se Dazed And Confused não é metal, é melhor deixar o rótulo pros anos 80. 
 
   Devido sua capa, originalmente concebida por George Hardie, cuja imagem apresenta um dirigível Zepellin pairando nas nuvens em chamas, os membros tiveram problemas e foram obrigados a mudar brevemente o nome do grupo, além de serem ameaçados legalmente.

    Vale muito lembrar, que a crítica ousou falar mal desse disco na época.



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