60's Intro

Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn [1967]

 

 
Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn [1967]

Banda: Inglesa
Produtor: Norman Smith
Formação da Banda: Syd Barrett - Roger Waters - Rick Wright - Nick Mason

Posição na Billboard: #131º posição

60’s Hotel: 
Os Estudantes de arquitetura Roger Waters , Nick Mason e Richard Wright e estudante de arte Syd Barrett tiveram vários nomes desde 1962 quando fundaram a banda, e começou a excursionar como "The Pink Floyd Sound" em 1965. 

Tornaram-se profissionais em 01 de fevereiro de 1967 ao assinaram com a EMI , com uma taxa de adiantamento de 5.000 libras. O primeiro single, uma canção sobre um 'traveco' cleptomaníaco intitulado 'Arnold Layne', foi lançado em 11 de março o que causou alguma controvérsia, a Radio London que iria lançar o single recusou-se a colocar no ar.

'Arnold Layne' foi mais um single -que faz parte da lista de Singles que mais tarde não entraram no album - Mais tarde o Pink Floyd lançou um Compact Single que veio com 'See Emily Play' no lado A e 'Scarecrow' lado B. E 'See Emily Play' também não entra no album de estréia da banda, apenas 'Scarecrow' faria parte do set de estréia.

Este é o debut do Pink Floyd, sob a regência magnífica de Syd Barrett. Ele é responsável pelo título do álbum, advindo de um de seus livros favoritos; pelo próprio nome da banda, que substituiu o anterior Tea Set; e também pela composição de quase tudo presente no disco. Enfim, Barrett estava no auge de sua criatividade e conseguiu dar conta de todas suas idéias. O álbum ataca em diversas frentes do experimental e do rock, sendo extremamente vanguardista, o que explica sua recepção fria pelo mercado americano. Todavia, alguns anos depois os críticos voltariam seus olhos para a importância dos hits óbvios 'Lucifer Sam' e 'Scarecrow', além da obra prima 'Interstellar Overdrive'. 

A música que viraria ser o símbolo da era Barrett, por sua inovação técnica e por todos os riscos que fez a banda correr, é uma peça essencial para o segmento do space rock, além de seguir, com a colagem de ruídos e notas, o roteiro surrealista de todo o álbum. 'Chapter 24', inspirada na cultura chinesa, e 'Bike', com seu término repleto de elementos de música concreta, definem o resto do álbum, que já mostrava tudo o que o Pink Floyd viria a fazer de importante pela música no futuro: quebrar e superar barreiras e limites extremos. 

Uma pena que Barrett não conseguiu segurar a cabeça e acabou tendo de deixar a banda já no ano seguinte. Mas seus companheiros nunca o deixaram ser esquecido, apesar de tudo.

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Velvet Underground – White Light/White Heat [1967]



Velvet Underground – White Light/White Heat [1967]

Banda: Americana
Produtor: Tom Wilson
Formação da Banda: Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison, Maureen Tucker
Posição na Billboard: # 199° posição


60’s Hotel: Nenhuma banda me causa tanta inquietação como o Velvet Underground, deve ser a atmosfera obscura, originalidade e também por ser uma daquelas bandas que nunca serão unânimes, resumindo ame-a ou deixa-a de vez... Esse disco particularmente ainda, tem o diferencial do que se tornaria o símbolo da contracultura, pop culture, ele não conta com os vocais de Nico e a Pop Art de Andy Warhol, pelo contrário mostra-se um disco mais cru e visceral, do quarteto do Velvet, mais ainda assim vale muito a pena ter, conhecer e tudo mais que for possível.

As gravações deste que é o segundo disco do Velvet duraram apenas dois dias, com um estilo bastante diferente de The Velvet Underground and Nico. Apesar de ter vendido pouco, o som distorcido e cheio de feedbacks presente em White Light/White Heat desde então se tornou uma influência majoritária no movimento do punk rock. Em 2003, a revista Rolling Stone, em sua lista dos "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos", colocou em 292º lugar.

Praticamente todas as canções do álbum contêm um quê de experimentalismo ou avant-garde. The Gift, por exemplo, contém o recital de um conto e instrumentação de rock barulhenta em dois canais de estéreo diferentes. I Heard Her Call My Name é notável por seus solos de guitarra distorcidos e o uso proeminente de feedback.

O álbum também é memorável pelas letras de Lou Reed, que freqüentemente enfocam temas como uso de drogas e absurdos sexuais, incluindo a canção Lady Godiva's Operation, que fala sobre a operação para trocar de sexo de uma drag queen, e a faixa-título, que glorifica o uso de anfetaminas.
A última música é Sister Ray, uma improvisação barulhenta de 17 minutos.

A capa de White Light/White Heat é a imagem fraca de uma tatuagem de caveira. É difícil perceber o desenho, já que ele é preto e a cor de fundo é um tom um pouco mais claro de preto. 


É o ultimo álbum com a participação de John Cale fundador da Banda. Foi gravado em apenas dois dias, e com um estilo visivelmente diferente do que The Velvet Underground & Nico.
John Cale descreveu White Light / White Heat como "um registro muito raivoso ... O primeiro tinha alguma gentileza, alguma beleza O segundo foi conscientemente anti-beleza.".

Sterling Morrison disse: "Estávamos todos puxando no mesmo sentido. podemos ter sido arrastando uns aos outros fora de um penhasco, mas estávamos todos definitivamente indo na mesma direção. na era / White Light White Heat, nossas vidas estavam em caos. Isso é o que se reflete nas gravações. 

Durante a gravação de "Sister Ray", o produtor Tom Wilson teria deixado o estúdio em vez de suportar a cacofonia feita pela banda.




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Big Brother And The Holding Company - Cheap Thrills [1968]


Big Brother And The Holding Company - Cheap Thrills [1968]

Banda: Americana
Produtor: John Simon
Formação da Banda: Janis Joplin - Sam Andrew - James Gurley - Peter Albin - Chuck Jones
Posição na Billboard:

60’s Hotel: Cheap Thrills deveria se chamar Expensive Thrills, tamanha sua preciosidade. O último disco de Janis Joplin com a Holding Company é espetacular, da primeira à última faixa. Os gritos, uivos e tudo o mais proporcionado por Janis é de arrepiar em faixas como Turtle Blues e Ball And Chain.
O hit supremo Piece Of My Heart nem precisava ser citado, já que é obrigatório em qualquer coletânea sobre as grandes músicas de todos os tempos. A simbiose de Joplin e banda, a esta altura infelizmente não era mais a melhor possível, ao contrário do que se apresenta no disco. Em dezembro de 68 a cantora já deixaria o grupo para um vôo solo que, embora a consolidasse no topo, talvez nunca mais alcançasse o vigor e a agressividade deste álbum, lançado em agosto do mesmo ano.

A capa, desenhada pelo mito Robert Crumb, é um espetáculo à parte e retrata o potencial da banda em desafiar a grande obra da pop art da época, ainda o Sgt. Peppers. E foi uma exigência de Joplin para a capa. Joplin era grande fã de Robert Crumb e quadrinhos undergrounds da época.

Ainda flutuando no boom de sua apresentação do Monterrey Pop Festival e com a qualidade da banda, que fez uma das maiores releituras da história do rock em Summertime, sucesso de todos os tempos do JAZZ, não seria impossível tornarem-se um dos maiores grupos do fim dos anos 60. Mas não há nada verdadeiro e concreto nos anos 60. O que há de concreto é Cheap Thrills, o magnífico álbum da voz mais emocionalmente desesperada da era de ouro do rock.