60's Intro

The Who - My Generation [1965]


The Who - My Generation [1965]

Banda: Inglesa
]Produtor: Shel Talmy
Formação da Banda: Pete Townshend - Roger Daltrey - John Entwistle - Keith Moon
Posição na Billboard: #74° posição

60’s Hotel: O disco de estréia do The Who é muito mais mítico que real. Por ter o nome da extraordinária canção My Generation e por pretensamente expressar a voz de sua geração, ele é envolto numa névoa de genialidade muito maior do que é realmente palpável. Ele é composto de algumas boas canções como a já citada, além de outro clássico, The Kids Are Alright, e ainda The Good's Gone e I Don't Mind. Mas não vai muito além disso. Não é o Who sofisticado, destruidor, furioso e tudo o mais que sempre ouvimos falar. É uma banda inglesa com seu 60's pop rock, acima de tudo.

Neste disco eles não conseguiram canalizar precisamente toda a energia que os tornariam lendas do rock. É um disco de estréia bom, sem dúvidas. Mas é um pouco menor do que eles viriam a ser depois.

O album não foi tão bem recepcionado nos Estados Unidos como na Europa e Oceania, em vários países da Europa 'My Generation' foi top 10, enquanto na Billboard alcançou apenas a 74° posição, não é muito difícil de explicar, quando você conhece melhor o cenário do Rock na época. De 65 a 69 as bandas que não iniciaram a psicodelia em meados de 65, e não chegaram com força no Flower Power do fim dos anos 60 em plena Woodstock, por mais que atingissem expressão não alcançaram boas posições na Billboard americana. Ou se enquadrava ou não teria boas marcas nas paradas americanas, coisa que não correspondia igualmente no Reino Unido e resto da Europa.


My Generation é e foi o embrião declarado do Punk Rock, como Kinks em seu primeiro álbum, Stooges e Iggy Pop com seu álbum de poucos acordes e outros mais.


É fácil se imaginar em uma festa MOD em Londres com várias Lambretas estacionadas na calçada e curtindo faixa a faixa deste disco sensacional, é a perfeita visão e divisor de uma geração. 'My Generation' foi produzido em 220 volts, feito pra queimar e eletrificar quem o ouve.

Them - Angry young Them [1965]


Them - Angry young Them [1965]

Banda: Irlandesa
Produtor: Bert Berns, Dick Rowe
Formação da Banda: Van Morrison, Billy Harrison , Eric Wrixon, Alan Henderson e Ronnie Millings
Posição na Billboard: #54º posição

60's Hotel: Este é o primeiro album desta banda que é uma das minhas favoritas dessa época, a pequena curiosidade que envolve o nome da banda - Them, como o Big Brother the Holding Company, que nada mais foi a banda de onde saiu a Janis Joplin - o nome Them acabou se dissolvendo para o público por ter saído a estrela Van Morrisson, coisas do mercado fonográfico, "assim fará mais sucesso" ou "largue eles que lhe arrumo um ótimo contrato". Que na minha opinião junto de Joe Cocker, Mick Jagger e Jim Morrisson foram os maiores interpretes da época sem sombras de dúvidas... 

Voltemos ao Them – Bert Berns e Dick Rowe dividiram a produção deste album, gravado pela Decca Records Them é lançado em junho de 1965 e teve seu nome mudado para The "Angry" Young Them. As suas 14 faixas mostram um grupo feroz, tocando um Rock e R&B básico, muito bem executado e trazendo clássicos como “Gloria”, além de “Mystic Eyes” e “Bright Lights, Big City”, de Jimmy Reed, entre outras canções. Que até hoje são simbolos do rock.

O disco teve ótima recepção por parte de crítica e público, alcançando o primeiro lugar na Irlanda, o oitavo posto na Inglaterra e a 54ª posição na Billboard. Em seguida sai um novo compacto, One More Time / How Long Baby. Mas, apesar do sucesso, o grupo dava claros sinais de que não duraria muito tempo. Brigas e contratempos entre os vários integrantes e substitutos da banda, produtor que sobre carregava a banda com apresentações, cobrança da gravadora com composições e gravações novas para que fosse gerado mais lucro. Enfim, em volta deste furacão, pairava o talento de toda banda e do selvagem Van Morrisson.

O que posso dizer depois deste resumo sobre Them, o "Angry " young Them, só por "Gloria", esse baita clássico do rock, já vale apena escutar essa banda fabulosa.




 
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Paul Revere And The Raiders - Midnight Ride [1966]


Paul Revere And The Raiders - Midnight Ride [1966]

Banda: Americana

Produtor: Terry Melcher
Formação da Banda: Mark Lindsay - Drake Levin - Phil Volk - Mike Smith - Paul Revere
Posição na Billboard:
# 4° posição

60's Hotel: Aqui está mais uma banda americana da turma da Garage Rock. Banda que marcou época e mostrava força e nadava contra a onda britânica.

Não que eles sejam melhores que Beatles, Stones, Who, Byrds, Beach Boys, Doors, não. Mas eles conseguiram reunir influências de cada grande disco no seu som. A energia do Who, a agressividade dos Animals, a harmonia dos Beatles, os hits dos Stones, enfim, eles conseguiram demonstrar em Midnight Ride que uma banda americana poderia fazer o rock desejado sem participar da "invasão britânica". 


'Kicks', o hino anti-drogas (não da pra acreditar mas existiu...) e 'I'm Not Your Stepping Stone' (posteriormente regravada pelos Sex Pistols) são canções que muitas das bandas citadas gostariam de ter como seus singles, tamanha a qualidade. 'Louie Go Home' e 'Melody For An Unknown Girl' também são muito boas, no fim das contas fica até difícil falar alguma ruim. 'All I Really Need Is You' poderia muito bem ter sido o hino dos anos 60. Mas não foi.

Paul Revere and The Raiders nunca foi uma banda adorada, apesar de venderem bem seus discos nos Estados Unidos e atingirem algum status no mainstream americano. Por mexer com o nome de um mártir da independência americana (Nota*), Paul Revere (Nome do organista líder da banda) e, além disso, se vestirem como soldados de época e fazerem peripécias no palco, nunca foram vistos com muita confiança e bons olhos, diferente dos queridinhos Beatles e outros nomes da América como os Beach Boys por exemplo.

                  Foto. Paul Revere and The Raiders.

Talvez esse seja um dos motivos do nome da banda de Paul Revere não ser lembrada como merecido. Mas deixou em Midnight Ride, assim como o primeiro Paul Revere, uma lembrança importante para a independência musical americana.
 





Nota* Paul Revere foi um dos patriotas da guerra da independência dos Estados Unidos, e suas "corridas noturnas" são consideradas um símbolo de patriotismo. Além de mensageiro de batalha, colaborou na organização da rede de inteligência para controlar os movimentos das forças britânicas. 
 
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